Wednesday, December 28, 2011

Fin d´anno.

Eita, que conturbado este chegar no fim
Conto de amor nublado que se aproveita
Cega a sega, colheita, ponto e rim.
Sim, que já não há razão
Não, que já não tem paixão
O rio quer correr, me desajeita
Seguro sem a menor segurança as patinhas de uma borboleta
E me deixo estar
Rio com vontades de mar
E a borboleta canta uma música aê.

Sunday, December 25, 2011

Marco zero.

Aqui recomeço a construição de minhas ruínas: passo a fazer um registro organizado de meus pensamentos vento em minha cabeça de fogo. E vice-versa.

Pra começar, não precisa ser bonito. Vai estar aqui, somente, impresso nessa virtualidade dependente de satélites tão longe de mim que já me dá até preguiça...
Mas inicio mesmo aqui meu carretel de palavras desalinhadas, costuradas, recortadas, coladas nesse papel de vidro, a mostrar-me-te em poesias que ainda não existem, mas resistem.

Isso tudo faz parte daqueles rompantes de vontades de coisas diferentes que dá no fim do ano. Parar de fumar. Ter e conservar um blog. Escrevendo. Ter voz. Inaudita. Criar um hábito outro, criativo e improducente. É pra isso, então que retomo o recomeço. De novo e mais uma vez. Falhar mais.